Salinidade retrô

Invólucro que impregna a retina

Cristalina salina na intempérie

Vesga de toda cal

De todo sal que circula

Na líquida superfície ondulante

Enquanto rosna a rosca da lente

Intermitente

Saliente olho vagante

Blasfemo tradutor da realeza

Que traga no ventre turvo

Escuriclaro obturado

Eletrizado

Vômito cromatizado

Na plasmogenia salitrosa

Reluzente

Claro e quente

Nascente

 

por Sérgio Araújo

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Poeta e Professor.

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One thought on “Salinidade retrô

  1. Grande Sérgio,

    o obturador de minhas modestas lentes fica louco para se abrir em Salinas, sempre que você cria fotografias tão impressionantes do lugar.
    Maravilhoso seu poema, meu velho amigo.

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