Na plenitude do dia

Fábrica dos Espelhos (Factory of Mirrors) by Artur Manuel Rodrigues Cruzeiro-Seixas.

Como posso na plenitude do dia

Catar versos tão maduros?

Alguns agarraram-se a mim

Como a um pai zeloso.

Outros, colhi como frutas maduras.

Há os que correm, aflitos, olhando a retaguarda.

Os que parecem ter sempre estado aqui ao meu alcance.

Uns simplesmente explodem sobro os outros

Espalhando suas partes,

Imagens que se agregam com facilidade

Na extensão dos signos

Já plenos de si.

 

por Sérgio Araújo

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Poeta e Professor.

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