Chove

Chove!

Gotas ásperas na noite cínica.

Prisma, pingos

Esparramando cores nas paredes,

Transpiração

Num corpo emprestado de cimento e aço.

Cacos de todos os olhos,

Restos de som,

Cheiros em nacos de algodão.

Chove ilusão.

Percute na poça transbordante

E serpenteia adiante

Na tez brilhante da calçada.

 

por Sérgio Araújo

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Poeta e Professor.

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One thought on “Chove

  1. Grande Sérgio,

    que a chuva lave os entornos e deixe zilhões de pingos de inspirações no seu dia a dia, para a felicidade da gente, leitores ávidos.
    Um grande abraço,
    do amigo caipira,
    alaor

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