Palavras

por Sérgio Araújo

Archive for the ‘Poesia’ Category

Poema Social (2) —

Me digam que não é verdade Your inbox is boring Interesses americanos e os fascistas foram à casa de Teori. Seu monitoramento de notícias? Sinal dos tempos #LutaDeclasses #NãoVaiTerGolpe de la dictadura com o nome do Aécio. Nessas horas uma “revolução” faz falta =/ o diametralmente oposto do fascismo. See how, Here’s What They Told […]

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Poema social (1) —

Em um ano de TV Os ataques não são a resposta. Meu nome é blurryface Manifesto pela Democracia e pelo Estado de Direito. Eu não conheço ninguém anônimo. Ilegalmente, tem muita gente querendo financiar esse negócio. ‪#‎FIESPGolpista‬, Humillan y torturan E o país vive numa espiral crescente de instabilidade. Truque no Facebook, Fotos da semana, […]

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Salinidade retrô —

Invólucro que impregna a retina Cristalina salina na intempérie Vesga de toda cal De todo sal que circula Na líquida superfície ondulante Enquanto rosna a rosca da lente Intermitente Saliente olho vagante Blasfemo tradutor da realeza Que traga no ventre turvo Escuriclaro obturado Eletrizado Vômito cromatizado Na plasmogenia salitrosa Reluzente Claro e quente Nascente   […]

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Pessoas do mesmo verbo —

Eu crio e descubro algo novo Em minhas velhas tralhas esquecidas. Me surpreende, me encanta, me choca. É um reencontro com o meu próprio lixo Sedimentado numa área alagada qualquer Da minha existência desvelada. Me encanto no desencanto. Não posso criar sem desencantar-me E, desencantando-me, me encontro Num encanto imaginativo. Quando desconstruo o dia e […]

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Junho Underground —

Anne de London Marca um encontro Do outro lado do ponto Enquanto folheia um livro, Um conto de Maupassant. Bola de sebo, Bala soft Baile underground Bem ali no ponto de ônibus, Na esquina, em junho. Jazz aqui é muito mais Jazzi Que em Motherland. E meu coração é uma língua de metal Baby,Baby Procrastination […]

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Chove —

Chove! Gotas ásperas na noite cínica. Prisma, pingos Esparramando cores nas paredes, Transpiração Num corpo emprestado de cimento e aço. Cacos de todos os olhos, Restos de som, Cheiros em nacos de algodão. Chove ilusão. Percute na poça transbordante E serpenteia adiante Na tez brilhante da calçada.   por Sérgio Araújo

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Como nuvem —

Aqui ninguém me alcança. Com os pés molhados no silêncio da espuma. Aquecido ao meio sol Que brilha e brilha. Aqui nessas palmeiras, Nas rochas e suas pontas seculares, Aqui sou o cume. Solidificado. Erguido sobre mim mesmo E fluindo Como nuvem. por Sérgio Araújo

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A palavra em seu embaraço —

Desfaço-me dos meus poemas, Obras inacabadas. Sem ortodoxia, Apenas semeio palavras no gosto alheio. Despeço-me enquanto ainda rola na ponta dos dedos A última letra. Sem avareza ou tristeza. Nessa empreitada, Não há nada além da ideia que nos une No instante em que você me vê E eu te imagino emaranhando-se em minhas descrições, […]

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Noite líquida —

A noite líquida  Escorre vagarosamente Como cera derretida nas brechas da luz. Calor e grandeza, Como a materialidade dos discursos Em sua existência pensada. No encontro da noite e da mente, O que não é demência, É essência.   por Sérgio Araújo

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O homem louco —

Quando as folhas dançam no ar O cheiro do mar Raposa dos campos e o homem louco Livre para o futuro Espírito de asas ligeiras O homem intrépido O homem que sou chora diante da beleza Que nunca morre E o espírito do homem louco é livre Dançando sobre a grama molhada Voa para o […]

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Sobreface —

Sobreface. Faces de todas as coisas Do visível delével, Poeira formatável pela preferência. Nada real com quer tua sensatez. Tudo real com se fosse a primeira vez. A sede, o gole e a sede do gole. Dasein!   por Sérgio Araújo

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Não é nenhuma luz do sol —

Agora olhava a vastidão da caatinga e seus galhos, como braços retorcidos, sapecados, arranhando a paisagem. O circulo se fechou unindo à ponta do Saara. E toda a tempestade é um canto varrendo as nuvens supostamente postas no céu de gifs replicantes. As marcas da praça ampla a me olhar, sozinho, posto no vão aonde […]

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Na plenitude do dia —

Como posso na plenitude do dia Catar versos tão maduros? Alguns agarraram-se a mim Como a um pai zeloso. Outros, colhi como frutas maduras. Há os que correm, aflitos, olhando a retaguarda. Os que parecem ter sempre estado aqui ao meu alcance. Uns simplesmente explodem sobro os outros Espalhando suas partes, Imagens que se agregam […]

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O céu sobre o campo —

O campo coberto de céu nunca morre Se a grama seca A raiz toca as nuvens no seu anverso. O céu espelha a grama sobre o campo E molha o solo do universo. E eu quero conversar Olhando nos meus olhos Que refletem as nuvens sobre o campo. Já não posso chorar Para não molhar […]

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Soprando versos no meu ouvido —

Quero falar sobre aquela emoção antiga Perdida na floresta dos sentidos. Vez em quando, Quando levemente entristeço, A vejo surgir assim tão magra e leve Que parece definhar longe da minha atenção. Mas ela está sempre lá, Entre sombras finas, chuvas e silêncios. Vez em quando, Quando levemente entristeço, Sinto-a perto de mim, Soprando versos […]

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Café Aragipe —

Para Aglacy Mary Também apago sombras! Sinto-as… Sombras são quase coisas, Outras coisas. Talvez as próprias coisas! Quem sabe atalaias Ao sol ardente De uma tarde de verão. Sombras no oceano, No mesmo plano da avenida. Rua da frente! E não me  esqueço da Santa Rosa. Café Aragipe, Cheiro de manhã Impregnado de humanidade.   […]

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Céu de bem cedo —

Meus pensamentos sonoros como versos matutinos Rasgam o papel com letras agudas Semeando palavras na branquidão. Rimas voláteis como sax on song Findam completas feito chuva na tarde. Com um sorriso discreto, Te vejo na gota de tinta, No fim da linha em espiral Que traço com meu bico de pena. Serena, Passas bebendo nuvens […]

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Conta aberta —

Qual a solução? Se no vão do meu olhar incerto, Da minha conta aberta na atmosfera Sou um pássaro na chuva Nesta praça insana. Um ponto Num canto do mundo.   por Sérgio Araújo

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Solilóquio solúvel —

Tarde infinita Besouros circulam sobre a cabeceira da cama Indiferentes Como se andassem sobre as notas desta música fria Solidão de tarde de domingo Incertezas E minha voz Fria Vazia Solo de saxofone No silêncio solúvel Na palidez do azul entre os galhos.   por Sérgio Araújo

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O espírito do tempo —

O espírito do tempo não é um fantasma, uma assombração. Não senhor! Ele é um vazio cheio de recordações. Ele impregna essas paredes com suas marcas, Arrasta suas correntes de datas, Farfalha nas janelas os seus galhos de folhas secas. Sussurrando como o vento, Ele aperta o nosso peito nos tirando o ar. Nos diz […]

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